quarta-feira, maio 18, 2011
terça-feira, fevereiro 22, 2011
quinta-feira, fevereiro 10, 2011
segunda-feira, janeiro 31, 2011
Diamantina
sexta-feira, novembro 19, 2010
quarta-feira, novembro 10, 2010
segunda-feira, outubro 18, 2010
quarta-feira, setembro 29, 2010
quarta-feira, agosto 18, 2010
terça-feira, agosto 03, 2010
Ela disse que era paisagem,
Apontou o dedo
E desfraldou a cidade.
Esquinas em iguarias
Além do surdo som das buzinas,
O ar impregnado de tristezas e saudades;
Vícios e vontades...
No alto do edifício,
Lá onde a vista não alcança
E a luz do vento se faz sol que balança,
Apenas uma flor desabrochou
Na fresta do concreto armado.
Desarmado,
O tempo pousou na janela da primavera
Querendo ser o instante também amado,
Inesperado...
Passou...
A poesia chegou e ninguém notou,
Faltou tempo,
E os passos apressados, repetidos, solitários, calados e cansados,
Compuseram a valsa do desencanto,
Essa que o silêncio toca todos os dias,
Quando em uma louca correria,
Dançamos o inexplicável balé da vida...
quarta-feira, junho 30, 2010
quinta-feira, junho 24, 2010
segunda-feira, maio 31, 2010
sábado, maio 08, 2010
Infinito
quarta-feira, abril 28, 2010
Montanhês
terça-feira, abril 06, 2010
Amigo espantalho
O ano começou de horta nova. Couve, cebola, alface, todos germinados. Alguém pensou em espantalho: palavra mágica!.. saímos nós pelo terreiro.
Do galho da castanheira fizemos o corpo, braço e pescoço. No coco, a sobrancelha pintada.
Vô, da cozinha, observava. Nós ali o dia inteiro, festeiro. Nascia o espantalho.
Vô se aproximou com um chapéu furado e um paletó apertado. O espantalho feliz que só.
Ficou tão lindo que o sabiá em seu braço o canto ensaiava.
Depois de dias idos, descobrimos pela fresta do chapéu um ninho de pombinha com dois ovinhos... felicidade danada.
A vida é assim: quando tem sentimento, até o que assusta aproxima.
sábado, março 13, 2010
Um grande palco chamado mundo
terça-feira, março 02, 2010
terça-feira, janeiro 26, 2010
segunda-feira, janeiro 25, 2010
Catas Altas
quarta-feira, dezembro 16, 2009
O que nasceu à manjedoura
domingo, outubro 04, 2009
A louca da rua
sábado, setembro 12, 2009
segunda-feira, agosto 31, 2009
quarta-feira, agosto 05, 2009
Dizia sentir o cheiro das estações. Afirmava que as flores, quando desabrocham, explodem em um barulho ensurdecedor. Por isso, sempre o via andando pelas ruas com os dedos tampando os ouvidos. Das explosões das flores, me disse ser a dos ipês a mais suave. Adorava ficar ouvindo os ipês se vestindo em explosiva beleza. Ria, ria, horas repetidas, sozinho, sentado nas esquinas tristes da vida. Agora, bem no alto da serra, floriu, agarrada em alguma árvore, uma bela orquídea; me contou. Um dia, se declarou enfeitiçado pela pintura de um lago que o consultório médico trazia. Sempre era retirado de lá, da forma mais agressiva. Ficava por horas namorando a oleosa paisagem. Já era o fim da tarde quando ninguém na recepção ficou. Ele entrou de mansinho e na pintura se banhou, mergulhou com os peixes, nadou com as aves e foi feliz. Quando voltou, estava molhado em primavera. Para os que o olhavam espantados, ele deu apenas um sorriso, desses que não conseguem esconder a felicidade, e se foi, caminhando, lentamente, até que a noite chegou, a luz esfriou e o sonho apagou...
quinta-feira, julho 23, 2009
Borboletas,
Guardei em minha gaveta,
Cheia de manhãs e ventania.
Quando faltava poesia,
A abria,
E um novo dia nascia no canteiro
Que fazia inteiro em minha cama.
Assim os dias eram lindos,
Com canto de pássaros
Nas flores bordadas nos retalhos da colcha de sonhos e pensamentos.
O meu quarto era,
Na verdade,
Porto poesia;
E minha vida,
Renovada magia.
sábado, junho 20, 2009
quarta-feira, maio 27, 2009
A ela, por ela, para ela e com ela
Um dia li pichado em um muro do tempo, os versos que não se perdem mais: “Deus fez primeiro o homem e depois a mulher, porque antes de uma grande obra, se faz um rascunho qualquer”.
Os homens a procuram, muitos se perdem por ela, outros tantos se descobrem ao seu lado e para bem poucos ela se revela. Ah, nunca se perca de mim... Caminhe sempre ao meu lado, desse lado ensolarado que achei para namorar...
Cigana, mãe, diva, musa, santa, mártir ou donzela, está em tudo e tanto, acima e dentro de cada um de nós. Ouço seu sofrido canto na hora do parto sentindo a dor futura do novo rebento. Já menina, brinca de casinha. Tem a nobreza de ser entrega e resignação.
Triste como um girassol em dia nublado, deu ao universo o seu maior bocado, trino, uno, múltiplo e indivisível. Quanto do seu amor é perdão que Deus, toda noite, sopra-lhe o coração. O principio de todos os mistérios, a ligação do invisível elo. Derramo em meus versos todas as minhas lágrimas, essas que estão aqui separadas, represadas, que se evaporam, perdidas no tempo sem um afago seu. Sou nada, vivo a seguir sua pegada.
Sua fenda é o principio do tempo, o portal da história. Só as mães são felizes, sua alma precisa de cicatrizes...
Ah, quantas tardes amanheci com os cabelos negros da noite caindo sobre meus ombros. Outras, me trazia poemas em balaios de flores, doces e amores. Era a divindade encarnada segurando a mão namorada. Como te amo, e nem sei quanto o tanto que vivo por ti.
Mulher, início e fim de todos os impérios, fonte original das grandes obras da Humanidade. Ao redor de seu pequeno ponto, gira o mundo. Sem ti, a palavra seria nada, poesia apagada, sentimento negado, dor impensada. Sem ti, haveria paisagem, mas não haveria poesia.
Ao seu lado aprendi a ver não o reto, mas a amplitude do caminho. Foi ao seu ombro que chorei quando seu dedo me descortinou a paisagem. Era bem menino.
Parafraseado o poeta: de dia fico admirado seguindo os passos delas. À noite fico acordado pensando nelas, depois durmo para sonhar com elas. Fez-me ver o todo quando enxergava o nada. Abriu-me a porta que sempre me pareceu fechada. Fez-me menino, homem, e até um tolo que acredita em versos. Como é bom poder desfrutar os seus mistérios.
Muito poderia se dizer de ti, mulher. Mas todo o universo se cala diante de seu dom de reinventar o mundo. De dar aos homens os sentimentos mais profundos. De, com uma lágrima, parar o tempo. Muito se poderia escrever, mas nada, nada, poderia descrever a sublime razão de ser: Mulher!
terça-feira, abril 14, 2009
Prefiro o mistério,
O mantra surdo dos monastérios.
Vivo o indefinido.
Deus me dá tudo o que preciso.
Sou livre,
Por isso tenho cheiro de estrelas,
E esse gosto de primavera
Que deságua em minha janela
Com pôr-do-sol molhado em cravo e canela.
Sou do mundo,
Singro os mares do tempo
Em pequeno barco à vela,
Pois a eternidade,
Me espera...
segunda-feira, março 23, 2009
segunda-feira, março 16, 2009
quinta-feira, fevereiro 26, 2009
terça-feira, janeiro 20, 2009
Farol de Santa Marta,
Nunca o vi,
No entanto está aqui,
Me apontando o caminho,
Orientando a viagem,
Iluminando a paisagem...
Busco-te,
Como quem busca a paz,
Encontrar o que ainda não foi revelado...
Tenho saudade de ti,
De tudo o que não vivi.
E no entanto
Está aqui,
Vivo em minhas mais singelas lembranças,
Fazendo-me os olhos marejados em esperança...
Agora,
Ficará no canto de minha memória,
Iluminando a noite sem lua,
Sem pensamento,
A travessia dos mares dos tormentos,
Que,
Ao facho de sua luz,
Me dará os braços do Pai,
O além,
A santidade da paz iluminada,
A beleza revelada...
domingo, dezembro 21, 2008
sexta-feira, setembro 19, 2008
sexta-feira, agosto 29, 2008
E o elevador vai
Levando a minha dor,
Aumentado a minha angustia sem nunca parar.
De andar em andar,
Só há vazio e todas as portas estão fechadas.
O caminhar é pequeno e nenhuma janela descortina o raio de sol.
O corredor é para a morte de todos os meus sonhos,
Uma triste e rotineira sina de ser abatido em plena luz do dia...
quinta-feira, julho 24, 2008
terça-feira, julho 15, 2008
quarta-feira, julho 09, 2008
sexta-feira, maio 30, 2008
Nada está terminado.quarta-feira, maio 21, 2008
A grandiosidade dos gênios
A generosidade faz parte do gen dos grandes artistas imortais. Outros, menores, se perdem em suas redundâncias. Outros tantos, não estão à altura de seus talentos... Mas são artistas, deixam entalhados seus versos, suas músicas, sua arte e sua história nas páginas do tempo. Tantos anjos e arcanjos, com o pincel da eternidade, desenharam pensamentos na soleira do tempo. Estão aqui, ali e acolá, como as boas e coloridas páginas da vida. Por detrás de todos, o exemplo, a vida, aquela em que muitos se frustram e outros tantos se entregam. Van Gogh talvez seja o que mais intensamente bebeu sua arte, suas cores se exalando pelos poros, sua métrica perfeita nos ângulos tortos. Gênio, viveu sempre distante dos cegos dos sabores das cores. No entanto, desenhava-os, pintava-os com as cores do arco-íris, doando-lhes um naco de eternidade. Drummond, depois de ser vencido pelas ruas de ferro de Itabira, pintou em seus versos a cidade que não se pega, a cidade que se eleva. Agora, debaixo do coqueiro do Batistinha, aquele que não existe mais, descansa mirando o horizonte infindo sem o Pico do Cauê, que deixou no infinito o seu fantasma desolado.
Borges, que emprestou seus olhos prenhes de luz aos cegos, amargou a limitação da visão dos humanos. Diariamente, abria uma fenda no tempo e se encontrava com as maiores fábulas do universo. Em apenas um pequeno e minúsculo ponto, podia ver tudo que acontecia no mundo dos homens. Assim foi tanto, que a luz cegava-lhe a visão do imprescindível, da transcendência, da imortalidade. Fez sua escolha e deixou, em histórias, a sua glória. Agora, adormece dentro das páginas de seus livros, em todos os cantos do planeta, nas curvas da eternidade.
Como pequenos deuses, os grandes, os gênios, têm o poder de florir os campos de trigo, de converter o mais simples lírio em uma eterna e ensolarada manhã de primavera...




































