A ela, por ela, para ela e com ela
Um dia li pichado em um muro do tempo, os versos que não se perdem mais: “Deus fez primeiro o homem e depois a mulher, porque antes de uma grande obra, se faz um rascunho qualquer”.
Os homens a procuram, muitos se perdem por ela, outros tantos se descobrem ao seu lado e para bem poucos ela se revela. Ah, nunca se perca de mim... Caminhe sempre ao meu lado, desse lado ensolarado que achei para namorar...
Cigana, mãe, diva, musa, santa, mártir ou donzela, está em tudo e tanto, acima e dentro de cada um de nós. Ouço seu sofrido canto na hora do parto sentindo a dor futura do novo rebento. Já menina, brinca de casinha. Tem a nobreza de ser entrega e resignação.
Triste como um girassol em dia nublado, deu ao universo o seu maior bocado, trino, uno, múltiplo e indivisível. Quanto do seu amor é perdão que Deus, toda noite, sopra-lhe o coração. O principio de todos os mistérios, a ligação do invisível elo. Derramo em meus versos todas as minhas lágrimas, essas que estão aqui separadas, represadas, que se evaporam, perdidas no tempo sem um afago seu. Sou nada, vivo a seguir sua pegada.
Sua fenda é o principio do tempo, o portal da história. Só as mães são felizes, sua alma precisa de cicatrizes...
Ah, quantas tardes amanheci com os cabelos negros da noite caindo sobre meus ombros. Outras, me trazia poemas em balaios de flores, doces e amores. Era a divindade encarnada segurando a mão namorada. Como te amo, e nem sei quanto o tanto que vivo por ti.
Mulher, início e fim de todos os impérios, fonte original das grandes obras da Humanidade. Ao redor de seu pequeno ponto, gira o mundo. Sem ti, a palavra seria nada, poesia apagada, sentimento negado, dor impensada. Sem ti, haveria paisagem, mas não haveria poesia.
Ao seu lado aprendi a ver não o reto, mas a amplitude do caminho. Foi ao seu ombro que chorei quando seu dedo me descortinou a paisagem. Era bem menino.
Parafraseado o poeta: de dia fico admirado seguindo os passos delas. À noite fico acordado pensando nelas, depois durmo para sonhar com elas. Fez-me ver o todo quando enxergava o nada. Abriu-me a porta que sempre me pareceu fechada. Fez-me menino, homem, e até um tolo que acredita em versos. Como é bom poder desfrutar os seus mistérios.
Muito poderia se dizer de ti, mulher. Mas todo o universo se cala diante de seu dom de reinventar o mundo. De dar aos homens os sentimentos mais profundos. De, com uma lágrima, parar o tempo. Muito se poderia escrever, mas nada, nada, poderia descrever a sublime razão de ser: Mulher!
quarta-feira, maio 27, 2009
A ela, por ela, para ela e com ela
Um dia li pichado em um muro do tempo, os versos que não se perdem mais: “Deus fez primeiro o homem e depois a mulher, porque antes de uma grande obra, se faz um rascunho qualquer”.
Os homens a procuram, muitos se perdem por ela, outros tantos se descobrem ao seu lado e para bem poucos ela se revela. Ah, nunca se perca de mim... Caminhe sempre ao meu lado, desse lado ensolarado que achei para namorar...
Cigana, mãe, diva, musa, santa, mártir ou donzela, está em tudo e tanto, acima e dentro de cada um de nós. Ouço seu sofrido canto na hora do parto sentindo a dor futura do novo rebento. Já menina, brinca de casinha. Tem a nobreza de ser entrega e resignação.
Triste como um girassol em dia nublado, deu ao universo o seu maior bocado, trino, uno, múltiplo e indivisível. Quanto do seu amor é perdão que Deus, toda noite, sopra-lhe o coração. O principio de todos os mistérios, a ligação do invisível elo. Derramo em meus versos todas as minhas lágrimas, essas que estão aqui separadas, represadas, que se evaporam, perdidas no tempo sem um afago seu. Sou nada, vivo a seguir sua pegada.
Sua fenda é o principio do tempo, o portal da história. Só as mães são felizes, sua alma precisa de cicatrizes...
Ah, quantas tardes amanheci com os cabelos negros da noite caindo sobre meus ombros. Outras, me trazia poemas em balaios de flores, doces e amores. Era a divindade encarnada segurando a mão namorada. Como te amo, e nem sei quanto o tanto que vivo por ti.
Mulher, início e fim de todos os impérios, fonte original das grandes obras da Humanidade. Ao redor de seu pequeno ponto, gira o mundo. Sem ti, a palavra seria nada, poesia apagada, sentimento negado, dor impensada. Sem ti, haveria paisagem, mas não haveria poesia.
Ao seu lado aprendi a ver não o reto, mas a amplitude do caminho. Foi ao seu ombro que chorei quando seu dedo me descortinou a paisagem. Era bem menino.
Parafraseado o poeta: de dia fico admirado seguindo os passos delas. À noite fico acordado pensando nelas, depois durmo para sonhar com elas. Fez-me ver o todo quando enxergava o nada. Abriu-me a porta que sempre me pareceu fechada. Fez-me menino, homem, e até um tolo que acredita em versos. Como é bom poder desfrutar os seus mistérios.
Muito poderia se dizer de ti, mulher. Mas todo o universo se cala diante de seu dom de reinventar o mundo. De dar aos homens os sentimentos mais profundos. De, com uma lágrima, parar o tempo. Muito se poderia escrever, mas nada, nada, poderia descrever a sublime razão de ser: Mulher!
terça-feira, abril 14, 2009
Prefiro o mistério,
O mantra surdo dos monastérios.
Vivo o indefinido.
Deus me dá tudo o que preciso.
Sou livre,
Por isso tenho cheiro de estrelas,
E esse gosto de primavera
Que deságua em minha janela
Com pôr-do-sol molhado em cravo e canela.
Sou do mundo,
Singro os mares do tempo
Em pequeno barco à vela,
Pois a eternidade,
Me espera...
segunda-feira, março 23, 2009
segunda-feira, março 16, 2009
quinta-feira, fevereiro 26, 2009
terça-feira, janeiro 20, 2009
Farol de Santa Marta,
Nunca o vi,
No entanto está aqui,
Me apontando o caminho,
Orientando a viagem,
Iluminando a paisagem...
Busco-te,
Como quem busca a paz,
Encontrar o que ainda não foi revelado...
Tenho saudade de ti,
De tudo o que não vivi.
E no entanto
Está aqui,
Vivo em minhas mais singelas lembranças,
Fazendo-me os olhos marejados em esperança...
Agora,
Ficará no canto de minha memória,
Iluminando a noite sem lua,
Sem pensamento,
A travessia dos mares dos tormentos,
Que,
Ao facho de sua luz,
Me dará os braços do Pai,
O além,
A santidade da paz iluminada,
A beleza revelada...
domingo, dezembro 21, 2008
sexta-feira, setembro 19, 2008
sexta-feira, agosto 29, 2008
E o elevador vai
Levando a minha dor,
Aumentado a minha angustia sem nunca parar.
De andar em andar,
Só há vazio e todas as portas estão fechadas.
O caminhar é pequeno e nenhuma janela descortina o raio de sol.
O corredor é para a morte de todos os meus sonhos,
Uma triste e rotineira sina de ser abatido em plena luz do dia...
quinta-feira, julho 24, 2008
terça-feira, julho 15, 2008
quarta-feira, julho 09, 2008
sexta-feira, maio 30, 2008
Nada está terminado.quarta-feira, maio 21, 2008
A grandiosidade dos gênios
A generosidade faz parte do gen dos grandes artistas imortais. Outros, menores, se perdem em suas redundâncias. Outros tantos, não estão à altura de seus talentos... Mas são artistas, deixam entalhados seus versos, suas músicas, sua arte e sua história nas páginas do tempo. Tantos anjos e arcanjos, com o pincel da eternidade, desenharam pensamentos na soleira do tempo. Estão aqui, ali e acolá, como as boas e coloridas páginas da vida. Por detrás de todos, o exemplo, a vida, aquela em que muitos se frustram e outros tantos se entregam. Van Gogh talvez seja o que mais intensamente bebeu sua arte, suas cores se exalando pelos poros, sua métrica perfeita nos ângulos tortos. Gênio, viveu sempre distante dos cegos dos sabores das cores. No entanto, desenhava-os, pintava-os com as cores do arco-íris, doando-lhes um naco de eternidade. Drummond, depois de ser vencido pelas ruas de ferro de Itabira, pintou em seus versos a cidade que não se pega, a cidade que se eleva. Agora, debaixo do coqueiro do Batistinha, aquele que não existe mais, descansa mirando o horizonte infindo sem o Pico do Cauê, que deixou no infinito o seu fantasma desolado.
Borges, que emprestou seus olhos prenhes de luz aos cegos, amargou a limitação da visão dos humanos. Diariamente, abria uma fenda no tempo e se encontrava com as maiores fábulas do universo. Em apenas um pequeno e minúsculo ponto, podia ver tudo que acontecia no mundo dos homens. Assim foi tanto, que a luz cegava-lhe a visão do imprescindível, da transcendência, da imortalidade. Fez sua escolha e deixou, em histórias, a sua glória. Agora, adormece dentro das páginas de seus livros, em todos os cantos do planeta, nas curvas da eternidade.
Como pequenos deuses, os grandes, os gênios, têm o poder de florir os campos de trigo, de converter o mais simples lírio em uma eterna e ensolarada manhã de primavera...
terça-feira, abril 01, 2008
Nos quintais dos chacais,
quarta-feira, março 12, 2008
segunda-feira, fevereiro 18, 2008
quarta-feira, janeiro 02, 2008
Laço o infinito
De tudo,
Lembro-me de bem pouco...
Só dos boizinhos
Pastando nos quintais da imaginação...
As goiabas verdes eram as vaquinhas,
As pedrinhas reluzentes;
Os bezerrinhos,
O fundo do terreiro,
Um latifúndio bem maior
Que o mundo inteiro...
Eu ali,
Colhendo mudo
A paz que até hoje me devora,
Que me consola,
A ponta da história
Que se faz sem fim
Dentro de mim.
Nas páginas da memória,
A glória;
O meninozinho que aprendeu
Que ao riscar dois círculos
Irmanando um oito no chão,
Tem o infinito.
quarta-feira, setembro 05, 2007
terça-feira, agosto 21, 2007
O que eu quero
terça-feira, agosto 14, 2007
Na atmosfera,
quarta-feira, agosto 01, 2007
Momentos
quinta-feira, julho 19, 2007
Minha amada...
terça-feira, junho 19, 2007
Há um dedilhado rebuscado
sexta-feira, junho 15, 2007
Andarei de bicicleta;
domingo, junho 03, 2007
sexta-feira, maio 18, 2007
domingo, maio 13, 2007
Fiz-me os dias leves...
segunda-feira, abril 16, 2007
Tiradentes
‘Pequenina, Tão semente’...
Tiradentes.
Guardada pela serra
De onde tudo vela São José;
O presépio dos sonhos dos homens iluminado,
Inconfidente,
Com todos os seus pecados em suas ruas deixados...
Tiradentes,
Antigamente,
Tudo era docemente inocente.
Tiradentes, Tiradentes,
Dos seus sonhos sou descendente.
Floriando...
Para Florianópolis
É todo meu amor.
Florir,
O que cá no coração
Primavera fazia.
Guardo em baú
Tudo o que vi e vivi.
Aqui bem dentro,
Toda poeira faz acento
E o tempo
Tece lembranças...
O sonho,
O pensamento,
A volta ansiosa,
Tiram um pouco
A minha paz,
Que lá,
Inteira senti.
Azul,
Como teu céu
E teu mar.
Amar!
Poesia no ar,
Festa do coração...
terça-feira, abril 03, 2007
Colhendo estrelas
Pampulha
domingo, março 18, 2007
O vale encantado...
domingo, fevereiro 11, 2007
Um novo dia
O Rio é santo...
sexta-feira, fevereiro 02, 2007
Estrela, estrela
Quando pintei a estrela de papel com a brasa do meu pensamento, ela achou estranha, disse que as estrelas cadentes têm um pouco mais do rosa do arco-íris. Pedi ao irmão do céu que me emprestasse um pincel para chegar ao tom que ela queria. Ficou linda, com o cheiro que as cadentes têm quando riscam o céu dos tormentos para nos dar o sentimento inesperado. Era noite, quando ela colocou como pingente a estrelinha pintada em seu peito que abriga um coração do tamanho do mundo. Toda vez que o coração dela batia, a estrelinha reluzia os seus folguedos em cores do dia, os mais belos. Ela ficou linda, trazia no peito um coração iluminado...



































