Para ser diferente,
não é preciso ser estridente!
Terça-feira, Novembro 03, 2009
Quarta-feira, Outubro 14, 2009
Domingo, Outubro 04, 2009
A louca da rua
Ela escrevia versos coloridos
Pelos muros.
Alguns verdes,
Outros azuis
E tantos outros com gosto de arco-íris.
Sábado, Setembro 12, 2009
Sou livre,
Pedaço de ventania,
Naco de luz do final do dia...
Mais para o eterno
Que para o brilho fugaz das coisas fugidias...
Não tenho tempo para o óbvio,
Nem para as chancelarias,
O chamado do inesperado
É a centelha que me guia...
Segunda-feira, Agosto 31, 2009
Quem viu a cara da morte,
Com seu queixo caído,
Avental dividido,
Com ar de deboche?
Era só tristeza,
Nenhuma leveza,
Não sabia voar!
Trazia poliomielite nos olhos,
O pescoço sujo de raxixe,
Não podia chorar!
A cara da morte
Era só tristeza,
E fazia o dia,
Em agonia,
Em seus braços desmaiar!
Quarta-feira, Agosto 05, 2009
Dizia sentir o cheiro das estações. Afirmava que as flores, quando desabrocham, explodem em um barulho ensurdecedor. Por isso, sempre o via andando pelas ruas com os dedos tampando os ouvidos. Das explosões das flores, me disse ser a dos ipês a mais suave. Adorava ficar ouvindo os ipês se vestindo em explosiva beleza. Ria, ria, horas repetidas, sozinho, sentado nas esquinas tristes da vida. Agora, bem no alto da serra, floriu, agarrada em alguma árvore, uma bela orquídea; me contou. Um dia, se declarou enfeitiçado pela pintura de um lago que o consultório médico trazia. Sempre era retirado de lá, da forma mais agressiva. Ficava por horas namorando a oleosa paisagem. Já era o fim da tarde quando ninguém na recepção ficou. Ele entrou de mansinho e na pintura se banhou, mergulhou com os peixes, nadou com as aves e foi feliz. Quando voltou, estava molhado em primavera. Para os que o olhavam espantados, ele deu apenas um sorriso, desses que não conseguem esconder a felicidade, e se foi, caminhando, lentamente, até que a noite chegou, a luz esfriou e o sonho apagou...
Quinta-feira, Julho 23, 2009
Borboletas,
Guardei em minha gaveta,
Cheia de manhãs e ventania.
Quando faltava poesia,
A abria,
E um novo dia nascia no canteiro
Que fazia inteiro em minha cama.
Assim os dias eram lindos,
Com canto de pássaros
Nas flores bordadas nos retalhos da colcha de sonhos e pensamentos.
O meu quarto era,
Na verdade,
Porto poesia;
E minha vida,
Renovada magia.
Sábado, Junho 20, 2009
Porto Alegre,
Cidade do poeta Mario Quintana.
Suas ruas,
Cheias de moinhos e ventos,
Me chamam...
Além do rio,
A cidade se esparrama.
Entre janelas e sobrados,
O pôr-do-sol reclama;
Por um pedaço de dia, de luz
E de alguma poesia...
Quarta-feira, Maio 27, 2009
A ela, por ela, para ela e com ela
Um dia li pichado em um muro do tempo, os versos que não se perdem mais: “Deus fez primeiro o homem e depois a mulher, porque antes de uma grande obra, se faz um rascunho qualquer”.
Os homens a procuram, muitos se perdem por ela, outros tantos se descobrem ao seu lado e para bem poucos ela se revela. Ah, nunca se perca de mim... Caminhe sempre ao meu lado, desse lado ensolarado que achei para namorar...
Cigana, mãe, diva, musa, santa, mártir ou donzela, está em tudo e tanto, acima e dentro de cada um de nós. Ouço seu sofrido canto na hora do parto sentindo a dor futura do novo rebento. Já menina, brinca de casinha. Tem a nobreza de ser entrega e resignação.
Triste como um girassol em dia nublado, deu ao universo o seu maior bocado, trino, uno, múltiplo e indivisível. Quanto do seu amor é perdão que Deus, toda noite, sopra-lhe o coração. O principio de todos os mistérios, a ligação do invisível elo. Derramo em meus versos todas as minhas lágrimas, essas que estão aqui separadas, represadas, que se evaporam, perdidas no tempo sem um afago seu. Sou nada, vivo a seguir sua pegada.
Sua fenda é o principio do tempo, o portal da história. Só as mães são felizes, sua alma precisa de cicatrizes...
Ah, quantas tardes amanheci com os cabelos negros da noite caindo sobre meus ombros. Outras, me trazia poemas em balaios de flores, doces e amores. Era a divindade encarnada segurando a mão namorada. Como te amo, e nem sei quanto o tanto que vivo por ti.
Mulher, início e fim de todos os impérios, fonte original das grandes obras da Humanidade. Ao redor de seu pequeno ponto, gira o mundo. Sem ti, a palavra seria nada, poesia apagada, sentimento negado, dor impensada. Sem ti, haveria paisagem, mas não haveria poesia.
Ao seu lado aprendi a ver não o reto, mas a amplitude do caminho. Foi ao seu ombro que chorei quando seu dedo me descortinou a paisagem. Era bem menino.
Parafraseado o poeta: de dia fico admirado seguindo os passos delas. À noite fico acordado pensando nelas, depois durmo para sonhar com elas. Fez-me ver o todo quando enxergava o nada. Abriu-me a porta que sempre me pareceu fechada. Fez-me menino, homem, e até um tolo que acredita em versos. Como é bom poder desfrutar os seus mistérios.
Muito poderia se dizer de ti, mulher. Mas todo o universo se cala diante de seu dom de reinventar o mundo. De dar aos homens os sentimentos mais profundos. De, com uma lágrima, parar o tempo. Muito se poderia escrever, mas nada, nada, poderia descrever a sublime razão de ser: Mulher!
Quarta-feira, Maio 13, 2009
Terça-feira, Abril 14, 2009
Prefiro o mistério,
O mantra surdo dos monastérios.
Vivo o indefinido.
Deus me dá tudo o que preciso.
Sou livre,
Por isso tenho cheiro de estrelas,
E esse gosto de primavera
Que deságua em minha janela
Com pôr-do-sol molhado em cravo e canela.
Sou do mundo,
Singro os mares do tempo
Em pequeno barco à vela,
Pois a eternidade,
Me espera...
Segunda-feira, Março 23, 2009
O espadachim,
Que tinha cara de arlequim,
Trazia como espada um galho de jasmim,
Queria florir os homens por dentro,
Acertando em cheio os corações...
Segunda-feira, Março 16, 2009
Tornou-se nome de cachoeira.
Caiu a tarde inteira em meu coração,
Fazendo primavera em luz,
Em pleno verão.
Daniela,
Dom da vida é ser bom e belo,
Como ela!
Quinta-feira, Fevereiro 26, 2009
Dia lindo,
O céu colorindo o branco do papel,
Tingindo em poesia e mel,
O tempo que vai indo,
Sumindo,
Fluindo,
Ressarcindo as horas que perdi,
Ao me perder,
Ao me esquecer...
Agora vou sentindo,
Vestindo-me do que não posso perder,
O estandarte do meu ser,
No mais fundo.
Terça-feira, Janeiro 20, 2009
Farol de Santa Marta,
Nunca o vi,
No entanto está aqui,
Me apontando o caminho,
Orientando a viagem,
Iluminando a paisagem...
Busco-te,
Como quem busca a paz,
Encontrar o que ainda não foi revelado...
Tenho saudade de ti,
De tudo o que não vivi.
E no entanto
Está aqui,
Vivo em minhas mais singelas lembranças,
Fazendo-me os olhos marejados em esperança...
Agora,
Ficará no canto de minha memória,
Iluminando a noite sem lua,
Sem pensamento,
A travessia dos mares dos tormentos,
Que,
Ao facho de sua luz,
Me dará os braços do Pai,
O além,
A santidade da paz iluminada,
A beleza revelada...
Domingo, Dezembro 21, 2008
Vi o guardador de rebanhos
Tangendo versos
Em forma de sentimentos.
Vi a alma do tempo
Palmilhar no vento
A silueta do momento eternizado.
Vi o todo,
Quando mirava o nada.
Apenas acreditava que o que eu imaginava,
Era a paz da centelha de Deus
Em meu coração revelada...
Quarta-feira, Novembro 19, 2008
Sábado, Novembro 01, 2008
Sexta-feira, Setembro 19, 2008
Não tenho dom algum.
Apenas escuto a voz dos passarinhos,
Os corações dos meninos,
O canto do riachinho.
Depois,
Desenho tudo no céu,
No papel;
Fazendo nuvens de sentimentos,
Prosa e poesia...
Sexta-feira, Agosto 29, 2008
E o elevador vai
Levando a minha dor,
Aumentado a minha angustia sem nunca parar.
De andar em andar,
Só há vazio e todas as portas estão fechadas.
O caminhar é pequeno e nenhuma janela descortina o raio de sol.
O corredor é para a morte de todos os meus sonhos,
Uma triste e rotineira sina de ser abatido em plena luz do dia...
Quinta-feira, Julho 24, 2008
Poeta,
Depositarei mel nos favos do tempo...
Colherei versos trazidos no vento...
Sem tormento,
Terei a cumplicidade do amor em meu templo,
Que,
Como remédio,
Cobrirá minh’alma em luz e sentimento...
Terça-feira, Julho 15, 2008
Colhi flores,
Roubei raios e trovões,
Guardei tudo na palma da minha mão,
Acreditando nascer um novo dia para te dar.
Quarta-feira, Julho 09, 2008
Cores de Monet
Sexta-feira, Maio 30, 2008
Nada está terminado.Quarta-feira, Maio 21, 2008
A grandiosidade dos gênios
A generosidade faz parte do gen dos grandes artistas imortais. Outros, menores, se perdem em suas redundâncias. Outros tantos, não estão à altura de seus talentos... Mas são artistas, deixam entalhados seus versos, suas músicas, sua arte e sua história nas páginas do tempo. Tantos anjos e arcanjos, com o pincel da eternidade, desenharam pensamentos na soleira do tempo. Estão aqui, ali e acolá, como as boas e coloridas páginas da vida. Por detrás de todos, o exemplo, a vida, aquela em que muitos se frustram e outros tantos se entregam. Van Gogh talvez seja o que mais intensamente bebeu sua arte, suas cores se exalando pelos poros, sua métrica perfeita nos ângulos tortos. Gênio, viveu sempre distante dos cegos dos sabores das cores. No entanto, desenhava-os, pintava-os com as cores do arco-íris, doando-lhes um naco de eternidade. Drummond, depois de ser vencido pelas ruas de ferro de Itabira, pintou em seus versos a cidade que não se pega, a cidade que se eleva. Agora, debaixo do coqueiro do Batistinha, aquele que não existe mais, descansa mirando o horizonte infindo sem o Pico do Cauê, que deixou no infinito o seu fantasma desolado.
Borges, que emprestou seus olhos prenhes de luz aos cegos, amargou a limitação da visão dos humanos. Diariamente, abria uma fenda no tempo e se encontrava com as maiores fábulas do universo. Em apenas um pequeno e minúsculo ponto, podia ver tudo que acontecia no mundo dos homens. Assim foi tanto, que a luz cegava-lhe a visão do imprescindível, da transcendência, da imortalidade. Fez sua escolha e deixou, em histórias, a sua glória. Agora, adormece dentro das páginas de seus livros, em todos os cantos do planeta, nas curvas da eternidade.
Como pequenos deuses, os grandes, os gênios, têm o poder de florir os campos de trigo, de converter o mais simples lírio em uma eterna e ensolarada manhã de primavera...
Terça-feira, Abril 01, 2008
Nos quintais dos chacais,
A triste melancolia dos iguais,
A noite das grandes fogueiras
No surdo duelo dos punhais.
Não quero o sonho dos normais,
Nem a farta mesa dos comensais.
Prefiro a doce senda da loucura viva dos imortais.
Para Vânia, querida amiga desigual.
Quarta-feira, Março 12, 2008
Quintanear III
Segunda-feira, Fevereiro 18, 2008
A terceira margem
Quarta-feira, Janeiro 02, 2008
Laço o infinito
De tudo,
Lembro-me de bem pouco...
Só dos boizinhos
Pastando nos quintais da imaginação...
As goiabas verdes eram as vaquinhas,
As pedrinhas reluzentes;
Os bezerrinhos,
O fundo do terreiro,
Um latifúndio bem maior
Que o mundo inteiro...
Eu ali,
Colhendo mudo
A paz que até hoje me devora,
Que me consola,
A ponta da história
Que se faz sem fim
Dentro de mim.
Nas páginas da memória,
A glória;
O meninozinho que aprendeu
Que ao riscar dois círculos
Irmanando um oito no chão,
Tem o infinito.
Segunda-feira, Novembro 26, 2007
Terça-feira, Outubro 30, 2007
Quarta-feira, Setembro 19, 2007
Quarta-feira, Setembro 05, 2007
Terça-feira, Agosto 21, 2007
O que eu quero
Terça-feira, Agosto 14, 2007
Na atmosfera,
Quarta-feira, Agosto 01, 2007
Momentos
Quinta-feira, Julho 19, 2007
Minha amada...
Terça-feira, Junho 19, 2007
Há um dedilhado rebuscado
Sexta-feira, Junho 15, 2007
Andarei de bicicleta;
Domingo, Junho 03, 2007
É tão bom ser louco;
Sexta-feira, Maio 18, 2007
O meu novo livro de poemas, que será lançado no dia 22 de outubro, segunda-feira, em Belo Horizonte...
Domingo, Maio 13, 2007
Fiz-me os dias leves...
Ela chegou de mansinho,
Segunda-feira, Abril 16, 2007
Sou biscateiro;
Tiradentes
‘Pequenina, Tão semente’...
Tiradentes.
Guardada pela serra
De onde tudo vela São José;
O presépio dos sonhos dos homens iluminado,
Inconfidente,
Com todos os seus pecados em suas ruas deixados...
Tiradentes,
Antigamente,
Tudo era docemente inocente.
Tiradentes, Tiradentes,
Dos seus sonhos sou descendente.
Floriando...
Para Florianópolis
É todo meu amor.
Florir,
O que cá no coração
Primavera fazia.
Guardo em baú
Tudo o que vi e vivi.
Aqui bem dentro,
Toda poeira faz acento
E o tempo
Tece lembranças...
O sonho,
O pensamento,
A volta ansiosa,
Tiram um pouco
A minha paz,
Que lá,
Inteira senti.
Azul,
Como teu céu
E teu mar.
Amar!
Poesia no ar,
Festa do coração...
Terça-feira, Abril 03, 2007
Colhendo estrelas
Comunhão
Pampulha
















