quinta-feira, julho 23, 2009

Borboletas, Guardei em minha gaveta, Cheia de manhãs e ventania. Quando faltava poesia, A abria, E um novo dia nascia no canteiro Que fazia inteiro em minha cama. Assim os dias eram lindos, Com canto de pássaros Nas flores bordadas nos retalhos da colcha de sonhos e pensamentos. O meu quarto era, Na verdade, Porto poesia; E minha vida, Renovada magia.

sábado, junho 20, 2009

Porto Alegre, Cidade do poeta Mario Quintana. Suas ruas, Cheias de moinhos e ventos, Me chamam... Além do rio, A cidade se esparrama. Entre janelas e sobrados, O pôr-do-sol reclama; Por um pedaço de dia, de luz E de alguma poesia...

quarta-feira, maio 27, 2009

A ela, por ela, para ela e com ela Um dia li pichado em um muro do tempo, os versos que não se perdem mais: “Deus fez primeiro o homem e depois a mulher, porque antes de uma grande obra, se faz um rascunho qualquer”. Os homens a procuram, muitos se perdem por ela, outros tantos se descobrem ao seu lado e para bem poucos ela se revela. Ah, nunca se perca de mim... Caminhe sempre ao meu lado, desse lado ensolarado que achei para namorar... Cigana, mãe, diva, musa, santa, mártir ou donzela, está em tudo e tanto, acima e dentro de cada um de nós. Ouço seu sofrido canto na hora do parto sentindo a dor futura do novo rebento. Já menina, brinca de casinha. Tem a nobreza de ser entrega e resignação. Triste como um girassol em dia nublado, deu ao universo o seu maior bocado, trino, uno, múltiplo e indivisível. Quanto do seu amor é perdão que Deus, toda noite, sopra-lhe o coração. O principio de todos os mistérios, a ligação do invisível elo. Derramo em meus versos todas as minhas lágrimas, essas que estão aqui separadas, represadas, que se evaporam, perdidas no tempo sem um afago seu. Sou nada, vivo a seguir sua pegada. Sua fenda é o principio do tempo, o portal da história. Só as mães são felizes, sua alma precisa de cicatrizes... Ah, quantas tardes amanheci com os cabelos negros da noite caindo sobre meus ombros. Outras, me trazia poemas em balaios de flores, doces e amores. Era a divindade encarnada segurando a mão namorada. Como te amo, e nem sei quanto o tanto que vivo por ti. Mulher, início e fim de todos os impérios, fonte original das grandes obras da Humanidade. Ao redor de seu pequeno ponto, gira o mundo. Sem ti, a palavra seria nada, poesia apagada, sentimento negado, dor impensada. Sem ti, haveria paisagem, mas não haveria poesia. Ao seu lado aprendi a ver não o reto, mas a amplitude do caminho. Foi ao seu ombro que chorei quando seu dedo me descortinou a paisagem. Era bem menino. Parafraseado o poeta: de dia fico admirado seguindo os passos delas. À noite fico acordado pensando nelas, depois durmo para sonhar com elas. Fez-me ver o todo quando enxergava o nada. Abriu-me a porta que sempre me pareceu fechada. Fez-me menino, homem, e até um tolo que acredita em versos. Como é bom poder desfrutar os seus mistérios. Muito poderia se dizer de ti, mulher. Mas todo o universo se cala diante de seu dom de reinventar o mundo. De dar aos homens os sentimentos mais profundos. De, com uma lágrima, parar o tempo. Muito se poderia escrever, mas nada, nada, poderia descrever a sublime razão de ser: Mulher!

quarta-feira, maio 13, 2009

Porque o amor É como um poema: Tem a vida longa, Em frases pequenas...

terça-feira, abril 14, 2009

Prefiro o mistério, O mantra surdo dos monastérios. Vivo o indefinido. Deus me dá tudo o que preciso. Sou livre, Por isso tenho cheiro de estrelas, E esse gosto de primavera Que deságua em minha janela Com pôr-do-sol molhado em cravo e canela. Sou do mundo, Singro os mares do tempo Em pequeno barco à vela, Pois a eternidade, Me espera...

segunda-feira, março 23, 2009

O espadachim, Que tinha cara de arlequim, Trazia como espada um galho de jasmim, Queria florir os homens por dentro, Acertando em cheio os corações...

segunda-feira, março 16, 2009

Tornou-se nome de cachoeira. Caiu a tarde inteira em meu coração, Fazendo primavera em luz, Em pleno verão. Daniela, Dom da vida é ser bom e belo, Como ela!

quinta-feira, fevereiro 26, 2009

Dia lindo, O céu colorindo o branco do papel, Tingindo em poesia e mel, O tempo que vai indo, Sumindo, Fluindo, Ressarcindo as horas que perdi, Ao me perder, Ao me esquecer... Agora vou sentindo, Vestindo-me do que não posso perder, O estandarte do meu ser, No mais fundo.

terça-feira, janeiro 20, 2009

Farol de Santa Marta, Nunca o vi, No entanto está aqui, Me apontando o caminho, Orientando a viagem, Iluminando a paisagem... Busco-te, Como quem busca a paz, Encontrar o que ainda não foi revelado... Tenho saudade de ti, De tudo o que não vivi. E no entanto Está aqui, Vivo em minhas mais singelas lembranças, Fazendo-me os olhos marejados em esperança... Agora, Ficará no canto de minha memória, Iluminando a noite sem lua, Sem pensamento, A travessia dos mares dos tormentos, Que, Ao facho de sua luz, Me dará os braços do Pai, O além, A santidade da paz iluminada, A beleza revelada...

domingo, dezembro 21, 2008

Vi o guardador de rebanhos Tangendo versos Em forma de sentimentos. Vi a alma do tempo Palmilhar no vento A silueta do momento eternizado. Vi o todo, Quando mirava o nada. Apenas acreditava que o que eu imaginava, Era a paz da centelha de Deus Em meu coração revelada...

quarta-feira, novembro 19, 2008

O mundo desabou sobre minha cabeça; do meu corpo restou apenas o coração...

sábado, novembro 01, 2008

E ela se despe... Sua beleza, Me veste...

sexta-feira, setembro 19, 2008

Não tenho dom algum. Apenas escuto a voz dos passarinhos, Os corações dos meninos, O canto do riachinho. Depois, Desenho tudo no céu,

No papel; Fazendo nuvens de sentimentos, Prosa e poesia...

sexta-feira, agosto 29, 2008

E o elevador vai

Levando a minha dor,

Aumentado a minha angustia sem nunca parar.

De andar em andar,

Só há vazio e todas as portas estão fechadas.

O caminhar é pequeno e nenhuma janela descortina o raio de sol.

O corredor é para a morte de todos os meus sonhos,

Uma triste e rotineira sina de ser abatido em plena luz do dia...

quinta-feira, julho 24, 2008

Poeta,

Depositarei mel nos favos do tempo...

Colherei versos trazidos no vento...

Sem tormento,

Terei a cumplicidade do amor em meu templo,

Que,

Como remédio,

Cobrirá minh’alma em luz e sentimento...

terça-feira, julho 15, 2008

Colhi flores,

Roubei raios e trovões,

Guardei tudo na palma da minha mão,

Acreditando nascer um novo dia para te dar.

quarta-feira, julho 09, 2008

Cores de Monet

Pintarei as janelas, Como se fossem ninféias...

sexta-feira, maio 30, 2008

Nada está terminado. O dia que acendeu nublado Pode terminar ensolarado. O pensamento redondo, Rolar quadrado. E o que adormeceu juntinho, Amanhecer separado. Nada está terminado. No tabuleiro da vida, Todo dia, Toda hora, Deus joga em nuvens O seu dado sagrado... Nada está terminado. A cada hora, O minuto, Um instante renovado. O segundo, Um mistério inesperado, Nunca, decifrado... Nada está terminado. Este poema no vento vai, Galopado, Ganhar mundo O verso que não foi pensado, Pois, Por mais que se tenha sentido, O universo é do que não foi arquitetado...

quarta-feira, maio 21, 2008

A grandiosidade dos gênios

A generosidade faz parte do gen dos grandes artistas imortais. Outros, menores, se perdem em suas redundâncias. Outros tantos, não estão à altura de seus talentos... Mas são artistas, deixam entalhados seus versos, suas músicas, sua arte e sua história nas páginas do tempo. Tantos anjos e arcanjos, com o pincel da eternidade, desenharam pensamentos na soleira do tempo. Estão aqui, ali e acolá, como as boas e coloridas páginas da vida. Por detrás de todos, o exemplo, a vida, aquela em que muitos se frustram e outros tantos se entregam.

Van Gogh talvez seja o que mais intensamente bebeu sua arte, suas cores se exalando pelos poros, sua métrica perfeita nos ângulos tortos. Gênio, viveu sempre distante dos cegos dos sabores das cores. No entanto, desenhava-os, pintava-os com as cores do arco-íris, doando-lhes um naco de eternidade. Drummond, depois de ser vencido pelas ruas de ferro de Itabira, pintou em seus versos a cidade que não se pega, a cidade que se eleva. Agora, debaixo do coqueiro do Batistinha, aquele que não existe mais, descansa mirando o horizonte infindo sem o Pico do Cauê, que deixou no infinito o seu fantasma desolado.

Borges, que emprestou seus olhos prenhes de luz aos cegos, amargou a limitação da visão dos humanos. Diariamente, abria uma fenda no tempo e se encontrava com as maiores fábulas do universo. Em apenas um pequeno e minúsculo ponto, podia ver tudo que acontecia no mundo dos homens. Assim foi tanto, que a luz cegava-lhe a visão do imprescindível, da transcendência, da imortalidade. Fez sua escolha e deixou, em histórias, a sua glória. Agora, adormece dentro das páginas de seus livros, em todos os cantos do planeta, nas curvas da eternidade.

Como pequenos deuses, os grandes, os gênios, têm o poder de florir os campos de trigo, de converter o mais simples lírio em uma eterna e ensolarada manhã de primavera...

terça-feira, abril 01, 2008

Nos quintais dos chacais,

A triste melancolia dos iguais,

A noite das grandes fogueiras

No surdo duelo dos punhais.

Não quero o sonho dos normais,

Nem a farta mesa dos comensais.

Prefiro a doce senda da loucura viva dos imortais.

Para Vânia, querida amiga desigual.

quarta-feira, março 12, 2008

Quintanear III

Vim pela estrada afora,

Contando histórias...

Vim;

De dentro pra fora.

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

A terceira margem

As estradas de Minas

São poemas,

São as linhas.

Nós passamos

E colocamos as letras.

quarta-feira, janeiro 02, 2008

Laço o infinito

De tudo,

Lembro-me de bem pouco...

Só dos boizinhos

Pastando nos quintais da imaginação...

As goiabas verdes eram as vaquinhas,

As pedrinhas reluzentes;

Os bezerrinhos,

O fundo do terreiro,

Um latifúndio bem maior

Que o mundo inteiro...

Eu ali,

Colhendo mudo

A paz que até hoje me devora,

Que me consola,

A ponta da história

Que se faz sem fim

Dentro de mim.

Nas páginas da memória,

A glória;

O meninozinho que aprendeu

Que ao riscar dois círculos

Irmanando um oito no chão,

Tem o infinito.

segunda-feira, novembro 26, 2007

Aprendi a ser como o ipê:

Quando escureço,

Despido entristecido padeço;

Aí é que floresço...

terça-feira, outubro 30, 2007

Melhor navegar,
que encalhar...
Melhor seguir,
se elevar,
em busca de um novo mar...
Depois das cicatrizes, Seremos mais felizes…

quarta-feira, setembro 19, 2007

A varanda vazia. Todos se foram, Com a luz do dia...

quarta-feira, setembro 05, 2007

É claro que nada nos prende...
O amor apenas nos acende,
Nos rende,
Nos faz cair;
Felizes,
Um aos pés do outro.

terça-feira, agosto 21, 2007

O que eu quero

Eu não quero um violão bem tocado. Eu quero um violão chorado, Sofrido, Arranhado, Em amor, Molhado... Eu não quero o canto afinado. Eu quero o canto sentido, Arrependido, Ressentido, Aceso e magoado. Eu não quero o técnico, O cru, O limpo, O correto, O justo. Eu quero o erro humanizado, O sentimento impregnado, O amor renovado; Em erros e acertos lapidado...

terça-feira, agosto 14, 2007

Na atmosfera,

Risca a última estrela O pavio do tempo. Amanhã, O dia virá nas asas da chuva, Molhado em vento, Trazendo todos os seus rebentos, Suas mudas enraizadas na cauda do cometa cambeta Que brincou de driblar os raios de sol.

quarta-feira, agosto 01, 2007

Momentos

Há no ar o cheiro de uma poesia não escrita, Um verso não começado, Um poema inacabado... Tem um sofrimento calado no ar, Silenciado, Um sofrer guardado, Um medo de recomeçar... Tem uma felicidade espalhada no ar, Um sonho vivido e compartilhado, Guardado a sete chaves, Com medo de nunca mais outro encontrar...

quinta-feira, julho 19, 2007

Minha amada...

Deliciosa, Carne cheirosa, Fruta gostosa, Que no pé colhi. Chupo a polpa, Descasco a moça, Tirando a roupa Tenho a mulher. Seja bem-vinda, Toda bandida, Como quiser. Faça morada, Minha amada, Tenha tudo quanto lhe convier. É bom sentir, Pele rosada, Idolatrada, Para sempre, Minha namorada...

terça-feira, junho 19, 2007

Há um dedilhado rebuscado

Ofertado pelas notas do vento Tocando o telhado das noites dos quintais ancestrais de Minas Gerais... Há um tempo desajeitado, Curvo de sentimento, Dos paralelepípedos quebrados das ladeiras de Ouro Preto Com seus ângulos manchados pela ferrugem do tempo E suas lágrimas; Notas do sofrimento Na pauta triste da clave sem lua... Há uma noite nos acordes de Minas Acordando o canto dos pássaros No passado Do primado Do ouro Com todas as suas quimeras... São música as madrugadas de Minas. A noite caindo dentro da gente E afinando o soneto Que somente nós, Que não o escutamos fora, Podemos nos encantar, Nos encontrar... Oração do dia. Infinita poesia...

sexta-feira, junho 15, 2007

Andarei de bicicleta;

Terei a vida simples, Discreta... Andarei pela estrada certa, Modesta, Reta. Subirei a serra, Descerei a montanha Amontoando em mim Cada curva do caminho, Cada sonho, Cada paisagem... Andarei de bicicleta, Andarei devagar, Bem devagar... E brincarei de vagar por aí, Pelo planeta, Em uma diária e renovada viagem em busca do sem fim...

domingo, junho 03, 2007

domingo, maio 13, 2007

Fiz-me os dias leves...

Pensamento de passarim.
Construí nos corações, Ninhos...
Como vôo de beija-flor,
Toquei a todos com carim;
A vida é bem melhor assim...

Ela chegou de mansinho,

Pedindo desculpas, Pedindo perdão... Eu cai como um patinho, Mergulhando em seu coração...

segunda-feira, abril 16, 2007

Sou biscateiro;

Vendo sonhos O ano inteiro...

Tiradentes

‘Pequenina, Tão semente’... Tiradentes. Guardada pela serra De onde tudo vela São José; O presépio dos sonhos dos homens iluminado, Inconfidente, Com todos os seus pecados em suas ruas deixados... Tiradentes, Antigamente, Tudo era docemente inocente. Tiradentes, Tiradentes, Dos seus sonhos sou descendente.

Floriando...

Para Florianópolis É todo meu amor. Florir, O que cá no coração Primavera fazia. Guardo em baú Tudo o que vi e vivi. Aqui bem dentro, Toda poeira faz acento E o tempo Tece lembranças... O sonho, O pensamento, A volta ansiosa, Tiram um pouco A minha paz, Que lá, Inteira senti. Azul, Como teu céu E teu mar. Amar! Poesia no ar, Festa do coração...

terça-feira, abril 03, 2007

Colhendo estrelas

Meu Deus, Quando os girassóis Herdaram a manhã, Eu nem estava aqui. Fui menino Colhendo estrelas cadentes Suspensas no riacholago da poesia. Agora, Achei o caminho traçado Do meu dia, De onde nasce o amanhã, De onde brota o agora Do dia que nunca vem.

Comunhão

O bom da vida é dividir o pão que a gente não tem; a cada dia...

Pampulha

Na Pampulha, A cidade se orgulha. O gênio, na lâmpada, Faz sua fagulha. Tudo belo, Aqui se mistura. Na lagoa, A vida borbulha.

domingo, março 18, 2007

Belo Horizonte

Debaixo das mangas do Mangabeiras, Namoro-te tarde inteira...

O vale encantado...

Sete de Setembro: feriado. Parto de Belo Horizonte em viagem com amigos, com destino a Aiuruoca, Sul de Minas. Trazia na bagagem depoimentos de outros, que relatavam-me sobre as belezas do lugar. Resolvi constatar. Viajamos por 340 km até chegarmos à tão esperada e aguardada cidade que, como todas do interior mineiro, já nos revelava, ao primeiro olhar, acolhedora e amável. Era manhã e o sol desfraldava todas as belezas contidas naqueles grotões que, timidamente, pouco a pouco, mostravam seus encantos a quem estivesse preparado para descobri-los, e neles se deliciar, pois tudo era muito mais belo que esperávamos. Tomamos café da manhã em uma modesta padaria e pedimos informações sobre os lugares mais bonitos que ali poderíamos encontrar. Por recomendações dos moradores, era melhor nos hospedarmos no Vale do Matutu, pois este era o local concentrador das maravilhas da redondeza. Seguimos por mais 10 km em estrada de terra até o afamado vale: Duas cadeias de montanhas e a estrada bem ao meio, singrando aquele vale encantado. Por onde olhávamos, os montes nos espiavam dos dois lados (protegendo-nos das coisas do outro mundo), e nós descobrindo suas maravilhas escondidas: uma cachoeira no alto da montanha, por debaixo da ponte uma discreta corredeira, o rio à margem da estrada, as araucárias... Eu e meus amigos ficamos boquiabertos, encantados com toda aquela grandiosidade de belezas naturais, desiguais. Na cachoeira “Deus me livre”, vi uma flor que nunca outra antes vira, “Júlia”, de pétalas brancas e botões azuis. Assim passamos o feriado de Sete de Setembro, tocados por todo aquele cenário revelador, mágico, maravilhoso... Aiuruoca, casa dos papagaios... Para quem quiser chegar, só um aviso: dispa-se de si mesmo e vista-se de simplicidade. Siga destino Sul de Minas, entre Caxambu e Lima Duarte. É lá que está um pedacinho do paraíso aqui na terra, cheio de cachoeira, grutas, vales, flores e a beleza nos seguindo por toda parte.

domingo, fevereiro 11, 2007

Um novo dia

Que seja belo como um girassol Florindo o inverno, Como um solo de Ella Fitzgerald, Como o amor que ainda espero...

Meu versinho de sapê,

Casinha branca à beira do coração... Meu peito não; É só saudade...

O Rio é santo...

Suas águas me batizam diariamente.
Quando morrer, serei levado por ele;
Para lá, para lá,
Até desaguar no infinito...